O edital de residência médica da FAMEMA (Faculdade de Medicina de Marília) organiza um processo seletivo em fase única, com prova objetiva de peso total na classificação. Este guia reúne as fases, os prazos do edital anterior e um checklist para você chegar preparado até a inscrição.
Como funciona a prova da FAMEMA?
A seleção da FAMEMA acontece em uma única etapa: a prova objetiva, aplicada em um só dia e com peso total no resultado final. Não há análise curricular nem entrevista, o que significa que todo o desempenho do candidato se concentra em um exame de múltipla escolha, com pesos distintos conforme o programa escolhido.
Qual é a estrutura da prova objetiva?
A prova é dividida conforme a modalidade de ingresso. Para os programas de Acesso Direto, o candidato responde 100 questões de múltipla escolha em 5 horas.
As situações clínicas são apresentadas de forma integrada, unindo aspectos biológicos, psicológicos e sociais do paciente, o que exige do candidato uma leitura mais ampla do caso, e não apenas o conhecimento isolado de uma doença.
Essa lógica de prova é parecida com a de outras instituições públicas, e entender como é a prova de residência médica de forma mais ampla ajuda a se situar mesmo antes da publicação do edital.
Já os programas com Pré-Requisito e Área de Atuação (como Cardiologia, Endocrinologia e Metabologia, Cirurgia Vascular ou Urologia) contam com prova de 50 questões em 3 horas.
Uma exceção acontece em Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular, cuja prova reúne 25 questões de Radiologia e 25 de Cirurgia Vascular.
Como é feita a pontuação e o desempate?
A nota da prova objetiva tem peso total na classificação, sem etapas complementares. O resultado é arredondado até a casa centesimal, e em caso de empate os critérios seguem esta ordem: maior tempo desde a conclusão do curso de Medicina e, na sequência, maior idade.
Veja o resumo da estrutura de pontuação:
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Modalidade
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Questões
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Duração
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Pontuação máxima
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Acesso Direto
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100
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5 horas
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100 pontos
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Pré-Requisito e Área de Atuação
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50
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3 horas
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50 pontos
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Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
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50 (25 + 25)
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3 horas
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50 pontos
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Como a nota da prova define sozinha a classificação, entender a divisão de pesos entre as áreas cobradas ajuda a direcionar o tempo de estudo com mais eficiência, evitando que o candidato negligencie temas que aparecem com frequência no exame.
Quando abrem as inscrições?
No processo seletivo 2025/2026, as inscrições ocorreram entre 16 de outubro e 4 de novembro de 2025, exclusivamente pelo site da Fundação Vunesp, banca organizadora do certame. A taxa de inscrição foi de R$ 510,00, com pagamento via boleto bancário até 5 de novembro de 2025.
Para o ciclo 2026/2027, a Coreme da FAMEMA já sinalizou a previsão de divulgação do novo edital para 28 de setembro de 2026, com prova prevista para 8 de dezembro de 2026.
O cronograma do edital anterior seguiu esta sequência:
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Etapa
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Data
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Inscrições
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16/10/2025 a 04/11/2025
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Prova objetiva
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08/12/2025
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Gabarito preliminar
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09/12/2025
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Resultado preliminar e classificação prévia
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12/01/2026
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Resultado final e classificação definitiva
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06/02/2026
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Declaração de interesse de vaga
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09/02 e 10/02/2026
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Início dos programas
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02/03/2026
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Quais documentos são exigidos na matrícula?
Depois da classificação, o candidato convocado precisa reunir uma lista extensa de documentos para efetivar a matrícula, entre eles:
- Diploma ou certidão de conclusão do curso médico;
- Título de eleitor com quitação eleitoral;
- CPF;
- RG;
- Documento militar;
- Carteira de vacinação;
- Cartão do SUS;
- Comprovante de conta corrente no Banco do Brasil.
Exceção: para Medicina de Família e Comunidade, é exigida conta em banco específico.
Também é necessário apresentar o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) de São Paulo, com prazo de prorrogação em alguns casos.
No dia da prova, os itens obrigatórios são mais simples: documento oficial com foto, comprovante de inscrição e caneta esferográfica preta de material transparente. Guardar esses documentos organizados com antecedência evita imprevistos que poderiam comprometer a participação no exame ou atrasar a matrícula do aprovado.
O que estudar para o Acesso Direto?
Para quem concorre às vagas de Acesso Direto, a prova cobre sete grandes áreas: Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Medicina Preventiva e Social, Saúde Mental e Medicina de Emergência.
Um ponto de atenção é o formato das questões, construídas a partir de situações clínicas que integram aspectos biológicos, psicológicos e sociais do paciente, e não apenas o diagnóstico isolado.
Veja um roteiro de prioridades para organizar a revisão:
- Clínica Médica: doenças cardiovasculares, respiratórias, endócrinas e infecciosas mais prevalentes;
- Cirurgia Geral: abdome agudo, trauma e pré e pós-operatório;
- Pediatria: puericultura, imunização e doenças prevalentes na infância;
- Ginecologia e Obstetrícia: pré-natal, ciclo gravídico-puerperal e saúde da mulher;
- Medicina Preventiva e Social: epidemiologia, políticas públicas de saúde e Atenção Primária;
- Saúde Mental: principais transtornos e abordagem inicial em atenção primária e emergência;
- Medicina de Emergência: condutas iniciais em urgências clínicas e traumáticas.
Organizar esse volume de conteúdo dentro de uma rotina de internato não é simples, por isso vale reservar um tempo para definir qual a melhor forma de estudar para a prova antes mesmo de o edital sair, priorizando os temas mais recorrentes em provas anteriores.
O que muda para quem tem pré-requisito?
Candidatos a especialidades com pré-requisito (como Cardiologia, Geriatria, Reumatologia ou Urologia) precisam revisar profundamente a área de origem: Clínica Médica, Cirurgia Geral ou Pediatria, já que a prova é construída inteiramente sobre esse eixo.
Isso quer dizer que, mesmo mirando uma subespecialidade, o candidato precisa manter o domínio consolidado sobre a base clínica ou cirúrgica que sustenta aquele pré-requisito.
Uma preparação estruturada nesse momento da carreira costuma fazer diferença real no resultado, já que o intervalo entre a residência de acesso direto e a de pré-requisito é justamente quando o médico tende a perder o ritmo de revisão teórica.
Programas de mentoria voltados à reta final de R1, como os oferecidos pela Medcel, ajudam a organizar esse retorno ao estudo com foco na banca, priorizando temas mais recorrentes e mantendo uma rotina de revisão mais leve e constante até a data da prova.
FAQ
A prova da FAMEMA tem mais de uma fase?
Não. O processo seletivo da FAMEMA é composto por fase única, a prova objetiva, que tem peso total na classificação do candidato. Não existem etapas de análise curricular, redação ou entrevista nesse processo seletivo.
Quanto custa a inscrição na residência médica da FAMEMA?
No edital 2025/2026, a taxa de inscrição foi de R$ 510,00, paga por boleto bancário gerado no site da Fundação Vunesp. Valores podem ser atualizados a cada novo edital, por isso vale conferir a publicação oficial antes de realizar o pagamento.
Existe isenção da taxa de inscrição?
O edital de cada ano detalha as regras específicas de isenção, geralmente vinculadas a critérios socioeconômicos ou cadastro em programas do governo. Como essas condições podem mudar a cada edição, o candidato deve verificar diretamente o edital vigente publicado pela Vunesp.
Quais cidades aplicam a prova da FAMEMA?
No último processo seletivo, a prova foi aplicada em cinco cidades do estado de São Paulo: Marília, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto.
O que acontece em caso de empate na nota final?
O edital prevê dois critérios de desempate, aplicados nesta ordem: maior tempo de formado em Medicina e, se ainda houver empate, maior idade do candidato.
Preciso levar currículo ou histórico escolar no dia da prova?
Não. Como a seleção não inclui análise curricular, os únicos itens exigidos no dia do exame são documento oficial com foto, comprovante de inscrição e caneta esferográfica preta e transparente.