metade da faculdade de medicina, por volta do sexto período, vai terminando e muitos estudantes começam a ter um só pensamento: está quase na hora de começar os preparativos para a Residência Médica. Afinal de contas, continuar a formação depois da graduação é uma maneira de poder atuar na carreira médica como especialista, e não apenas como generalista, que é a capacitação com a qual o aluno sai da universidade.
E assim como a escolha de medicina no vestibular pode ter sido um momento de dúvida para muitos, definir a especialização pode ser outro desafio. Afinal, essa etapa envolve não só o desejo por uma área. Mas, também, a possibilidade de se formar nos maiores hospitais do país.
Mesmo depois da escolha, a preparação para a prova vai demandar muita dedicação e planejamento. Você está pronto? Confira, a seguir, um pouco mais sobre a Residência Médica no Brasil e como se preparar para conquistar a aprovação. Bons estudos!
Como é a Residência Médica no Brasil
A Residência Médica é considerada uma modalidade de pós-graduação destinada para médicos. Dessa forma, mesmo que seja gerida pelo Ministério da Educação (MEC), o regimento dessa formação é definido pela Comissão Nacional de Residência Médica, a CNRM.
O tempo total de uma Residência Médica pode variar, dependendo da instituição e da especialidade. Mas, de forma geral, a rotina do residente é igual para qualquer instituição ou especialidade: a carga horária máxima prevista é de 60 horas por semana, dentre as quais estão incluídas 24 horas de plantão. A legislação ainda exige um período obrigatório de 6 horas de descanso depois de cada plantão noturno de 12 horas, assim como um dia de folga por semana. O Residente tem direito também a trinta dias de férias por cada ano. O valor da bolsa é R$ 3.330,43. Nós preparamos também este conteúdo que tira todas as suas dúvidas sobre como funciona a Residência Médica no Brasil.
A prova de Residência Médica
Se o processo seletivo para a faculdade de medicina é desafiador, a prova para Residência Médica pode ser mais ainda, já que a relação de candidatos por vaga pode ser bem alta. Neurocirurgia, Dermatologia, Otorrinolaringologia, Pediatria, Neurologia e Cirurgia Geral são, geralmente, as especialidades mais concorridas e mais escolhidas. Há casos em que a disputa pode chegar a mais de 90 candidatos por vaga, por isso é importante conhecer os melhores meios de estudar para esse concurso.
O processo acontece em algumas etapas:
- Prova teórica: é, normalmente a etapa com maior peso na classificação final. Nessa fase, os candidatos provam conhecimento respondendo questões multidisciplinares sobre as cinco grandes áreas da medicina – Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia e Medicina Preventiva e Social.
- Prova prática: essa fase não existe em todos os processos. Mas, geralmente, acontece nos mais disputados.
- Análise do currículo: para ganhar pontos, estágios, publicações científicas, pesquisas e participações em congressos são fundamentais.
- Entrevista: por fim, os avaliadores conversam com os candidatos em busca de compreender as principais motivações e a identificação para o programa de residência.
Saiba Mais: 5 fatos sobre o Enare para ficar atento
Principais processos seletivos
Para fazer a escolha do melhor programa de Residência Médica para você, é preciso conhecer quais são ofertados no Brasil. Veja a seguir os principais processos seletivos - alguns deles são integrados, ou seja, com apenas uma prova é possível concorrer diferentes programas:
- USP-SP e USP-RP
- AREMG
- AMRIGS
- UNICAMP
- UNIFESP
- SUS-SP
- SES-PE
- UFC
- HIEA
- CEREM
- HCPA
- AMP
- FAMERP
- IAMSPE














.jpg)





