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O Código de Ética do Estudante de Medicina

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Equipe Medcel

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Conselho Federal de Medicina (CFM) recentemente lançou o Código de Ética do Estudante de Medicina, elaborado com a cooperação de alunos e médicos. Trata-se da 1ª edição do documento, que aborda temas como respeito ao sigilo médico, respeito ao paciente, uso ético de cadáveres, organização de trotes e até combate ao assédio moral.

Alguns países, como os Estados Unidos, a Inglaterra e o Canadá, por exemplo, já dispõem desse tipo de código de conduta. No Brasil, alguns estados já tinham documento semelhante (São Paulo, Paraíba e Rondônia); entretanto, faltava um documento oficial do Conselho Federal da especialidade.

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Objetivo

De acordo com esse importante órgão de classe, o objetivo do código não é punir o aluno, mas oferecer informações aos estudantes em formação. Além disso, é muito importante ressaltar que muitos assuntos e conceitos tratados no Código de Ética da profissão já são abordados no Código dos Estudantes, o que pode facilitar, posteriormente, a atuação destes como médicos.

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Trotes

Entre os pontos abordados no documento, estão as questões dos trotes, que podem trazer problemas para os estudantes de Medicina desde os primeiros anos do curso. O Código de Ética não proíbe as comemorações na recepção dos calouros, mas recomenda que sejam realizadas "em um ambiente saudável e não violento". O documento também recomenda que o aluno se posicione de forma contrária a qualquer tipo de prática de violência, seja ela física, psíquica ou sexual.

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Sigilo Médico

O sigilo médico, aspecto tão importante na prática profissional, também é citado, assim como o respeito ao paciente, o qual deve ser tratado de forma cuidadosa e empática. O manual ressalta que é dever do estudante dedicar sua atenção ao atendimento ministrado aos pacientes, evitando distrações com aparelhos eletrônicos e conversas alheias à atividade.

Como reflexo dos novos tempos, as novas plataformas tecnológicas também já são abordadas no documento, que inclui um tópico sobre o uso do WhatsApp, deixando claro que é permitido o uso de plataformas de mensagens instantâneas para comunicação entre médicos e estudantes de Medicina, desde que em caráter privativo e para enviar dados ou tirar dúvidas sobre pacientes.

A partir dos próximos meses, mais de 320 escolas de Medicina em atividade no país receberão o manual. Também é possível acessar o texto no site do CFM.

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Por Fábio R. Cabar

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