ursar Medicina é o sonho de muitos estudantes no Brasil. Com um dos vestibulares mais concorridos, e com valores altos de mensalidade, nem sempre é possível alcançar esse objetivo com facilidade em nosso país e muitos optam por tentar cursar Medicina no exterior.
Conforme pontuamos no artigo “Quanto custa fazer Medicina no exterior e revalidar o diploma no Brasil?”, estudar fora pode ser uma boa opção para quem quer fazer a graduação em Medicina, tendo em vista que o custo é consideravelmente menor do que no Brasil.
Mas para isso, é importante ficar atento às peculiaridades dos processos de admissão das universidades no exterior, para que você não seja pego de surpresa no momento da sua inscrição.
Como é o processo de admissão nas faculdades de Medicina no exterior?
Os processos de admissão nos cursos de Medicina no exterior variam de acordo com o local escolhido, mas diferentemente do Brasil, nem sempre possuem a tradicional prova de vestibular.
Em países como a Argentina, Bolívia, Paraguai e Cuba, o número de estudantes brasileiros é alto, e apesar de não existir prova para ingressar no curso, as inscrições são concorridas.
Devido ao baixo custo de vida, bem como a possibilidade de estudar em universidades gratuitas, esses países são excelentes opções de escolha para os brasileiros. Além disso, nestes destinos, caso você não consiga uma vaga em uma universidade de forma gratuita, atividades extracurriculares, ou cartas de recomendações são importantes. Isso porque há uma grande oferta de bolsas de estudos nas instituições particulares.
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Outro fator importante é que apesar de não existir processo seletivo, os alunos passam inicialmente por um curso de nivelamento, e somente após a aprovação nas matérias deste curso é que é possível dar seguimento ao curso de Medicina.
Se a sua escolha for para estudar Medicina em Portugal, por exemplo, o processo de admissão já não é tão simples. Para ingressar, é necessário prestar vestibular, sendo que são ofertadas por ano somente 1.500 vagas para Medicina em todo o país.
É obrigatório que o candidato seja residente no país e esteja morando lá há pelo menos 6 meses. Além disso, é importante levar em consideração o custo de vida em euros, bem como se preparar para o valor do curso de Medicina, que pode variar de 1.500 a 7.000 euros por ano.
Outro lugar em que muitos sonham com a graduação é nos Estados Unidos, mas o processo é um dos mais complexos. Lá o curso de Medicina é realizado nas Medical Schools, que são, na verdade, cursos de pós-graduação, ou seja, a sua titulação é similar ao PhD.
Inicialmente, é necessário que o candidato, considerado um “pré-med”, passe por um curso undergraduate, com duração de 4 anos, o que seria similar à nossa graduação. Após a aprovação, com excelência, nesse curso, é que os estudantes podem se candidatar a uma vaga nas Medical Schools.
O custo desta pós-graduação é elevado e pode chegar até a 250 mil dólares, A aquisição de bolsa de estudos para estrangeiros não é possível, pois são restritas aqueles que possuem nacionalidade americana.
E não para por aí, vi? Para a obtenção do título, é necessário passar por uma Residência Médica obrigatória, chegando, portanto, a um período aproximado de 9 anos para obter a titulação de doutor.
Como preparar os documentos?
Para estudar Medicina fora do Brasil, é essencial que você se atente às questões burocráticas, mas extremamente fundamentais para essa mudança.
Cada país tem as suas peculiaridades de acesso. É importante ler minuciosamente o edital da instituição escolhida, bem como as regras para obtenção de visto, caso seja necessário, que você separe com antecedência os documentos que serão necessários para fazer a sua inscrição.
Em regra geral, os documentos como o de identificação (passaporte), certidão de nascimento ou casamento, histórico escolar e antecedentes criminais são solicitados.
Apostilamento de Haia
A apostila da convenção de Haia trata-se de um processo importante para quem precisa apresentar documentos no exterior, posto que ela garante o reconhecimento da autenticidade de documentos públicos pelos países signatários da convenção. Em outras palavras, esse procedimento simplifica o trâmite para a apresentação dos documentos no exterior.
Ao todo são 112 países, e dentre eles se encontram Portugal, Estados Unidos, Argentina, Chile e Paraguai.
O apostilamento pode ser realizado em cartórios e tabelionatos, e tem um custo médio de R$75,00 por certidão emitida.














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