Sleeping newborn baby resting head on a blue knitted blanket with a soft blue background.

Temas iniciais em Neonatologia: bossa serossanguínea, céfalo-hematoma e mais

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Equipe Medcel

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o primeiro mês de vida do Recém-Nascido (RN), a cabeça é uma das principais partes do corpo que precisam de cuidados durante a manipulação, devido a sua fragilidade óssea. A cabeça do RN é formada por ossos frágeis que se unem por membranas e podem apresentar forma alongada, principalmente em casos de partos normais, o que chamamos de modelagem.

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O formato alongado tende a regredir em aproximadamente uma semana e apresenta alerta na frequência da posição que o bebê se encontra no berço, pois a mudança de posição ajuda a cabeça da criança a assumir a forma arredondada mais rapidamente. As fontanelas, as quais habitualmente chamamos de “moleiras”, apresentam-se em duas partes no RN. A maior se localiza na parte da frente da cabeça, enquanto a menor localiza-se na região posterior com o formato de um triângulo. A fontanela posterior começa a fechar a partir de dois meses, já a anterior se fecha entre 12 a 18 meses de vida.

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Defeitos congênitos inofensivos no RN

Algumas alterações apresentadas pelos RNs, relativamente próprias deste período, costumam preocupar as mães. A preocupação por parte dos pais surge diante da possibilidade de sequelas graves durante o parto. Porém, é importante destacar que o surgimento de lesões benignas em bebês saudáveis ocorre frequentemente, como as alterações cranianas descritas abaixo:

  • Craniotabes: amolecimento e redução da espessura dos ossos do crânio do RN;
  • Bossa serossanguínea: edema que ocorre devido ao trabalho de parto, aumentando a espessura do couro cabeludo;
  • Céfalo-hematoma: hematoma devido ao trabalho de parto;
  • Craniossinostose: fechamento prematuro de uma ou mais suturas cranianas, podendo alterar o formato do crânio ou mesmo impedir seu crescimento normal;
  • Fontanelas muito amplas: se relacionam a alguns tipos de doenças, como hipotireoidismo congênito, síndrome da rubéola congênita, entre outras;
  • Hemorragias subconjuntivais e retinianas: presença de pequenos pontos hemorrágicos na conjuntiva (olho), além de na face e no pescoço, também decorrente do trabalho de parto.

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Essas características apresentam-se devido ao trabalho de parto e costumam ser temporárias, desaparecendo nas primeiras semanas de vida. As pequenas lesões associadas ao nascimento podem ser:

  • Cabeça: moldagem, bossa, céfalo-hematoma e fontanela anterior (“moleira”);
  • Olhos: pálpebras inchadas, hemorragia subconjuntival, cor da íris e entupimento do ducto lacrimal;
  • Orelhas: dobrada e covinha na orelha;
  • Nariz: nariz achatado;
  • Boca: calo de sucção ou bolha, língua presa, pérolas epiteliais e dentes;
  • Ossos e articulações: - quadris apertados, torção da tíbia e pé virado;
  • Cabelo: cabelo temporário e penugem (lanugem).

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As lesões passageiras do nascimento não necessitam de nenhum tratamento ou qualquer tipo de intervenção médica, pois, na maioria dos casos, desaparecem ou evoluem de forma positiva. Por isso, é obrigação do profissional de Neonatologia informar e despreocupar os responsáveis pelo RN.

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