Hey, tudo bem?
Para a maioria das pessoas imunocompetentes, a toxoplasmose passa despercebida e não acarreta danos ao organismo. Porém, em duas populações, ela pode desencadear sérios problemas: pessoas com imunossupressão e gestantes, estas últimas não pelo acometimento da paciente em si, mas pela possibilidade de resultar em toxoplasmose congênita e, por isso, a sorologia dela é preconizada como exame complementar no pré-natal de rotina.
A toxoplasmose congênita é prevalente no Brasil e estima-se que nasçam entre 5 a 23 crianças infectadas a cada 10.000 nascidos vivos. Bastante, né? Pensando nisso, o Ministério da Saúde lançou a 6ª edição do Manual de Gestação de Alto Risco em março deste ano com mudanças em relação ao manejo e tratamento da toxoplasmose na gestação, você já sabe quais são? Que tal se atualizar para as provas de residência com esse tema quentíssimo? Vem comigo!
O que é Toxoplasmose?
A Toxoplasmose é uma infecção causada pelo protozoário intracelular obrigatório, denominado Toxoplasma gondii, cujo hospedeiro definitivo é o gato. A transmissão pode ocorrer pela ingestão de oocistos por contato direto com fezes de gato ou manipulação de água ou alimentos contaminados (por exemplo, a ingestão de cistos teciduais em carnes cruas ou malcozidas).
Riscos à gestante
Em gestantes, assintomáticas ou não, pode ocorrer a transmissão vertical transplacentária, causando no feto: ventriculomegalia, microcefalia, calcificações intracranianas, hepatoesplenomegalia, ascite, catarata, hidropsia e intestino ecogênico.
As lesões oculares são as manifestações mais frequentes da toxoplasmose congênita, correspondendo a cerca de 70% das afecções e bastante cobrado em provas de residência. Além disso, a toxoplasmose na gestação pode ocasionar perda fetal, natimortalidade e prematuridade. O diagnóstico na gravidez é extremamente importante, tendo como objetivo principal a prevenção da toxoplasmose congênita e suas sequelas.
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Diagnóstico
O diagnóstico depende do rastreamento sorológico durante o pré-natal. Ele é realizado com os testes imunoenzimáticos (ELISA) para a detecção de IgG e IgM contra Toxoplasma gondii, que devem ser solicitados na primeira consulta. Lembrando lá da imunologia, a produção de IgM se inicia uma a duas semanas após a infecção, e o pico de produção ocorre em um a dois meses. Quando ao IgG, o início segue-se à produção de IgM, aparecendo duas semanas após a positivação da IgM. O pico ocorre em dois a três meses, e o padrão de queda é lento e muito variável no primeiro ano após a infecção.
Já quando falamos sobre o teste de avidez de IgG, ele pode auxiliar no diagnóstico temporal da infecção materna pelo T. gondii. O resultado é expresso em percentual de ligação do anticorpo ao antígeno do parasita. Os valores percentuais para definir se avidez é alta, baixa ou intermediária dependem do kit comercial utilizado, não sendo possível definir um valor padrão.
Teste de avidez
Se o teste de avidez for realizado até a 16ª semana de gestação e apontar elevado percentual de ligação de IgG ao antígeno (alta avidez), é seguro excluir infecção aguda na gestação em curso, visto que alta avidez indica que os anticorpos foram produzidos há mais de 12 a 16 semanas. A avidez de IgG baixa, associada a elevados títulos de IgM e IgG, é fortemente sugestiva de infecção adquirida na gestação. Após 16 semanas de gestação não se pede o teste de avidez, pois ele não tem autonomia para definir o tempo da infecção.
De acordo com o Protocolo de Notificação e Investigação da Toxoplasmose Gestacional do Ministério da Saúde do Brasil de 2018, os casos são classificados em suspeitos, prováveis, confirmados e descartados. A definição de caso de toxoplasmose aguda materna utiliza um conjunto específico de critérios e visa padronizar definições para a suspeição, confirmação e classificação final do caso.
Então, abra o olho nas questões! Você pode encontrar gestantes com:















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