Título de Especialista em Reumatologia (TER) é um documento emitido pela Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a partir de uma prova realizada pelo instituto. Um médico que conquista esse título garante um passo fundamental na atuação profissional e na sua associação efetiva à sociedade emissora. Além disso, é uma maneira de afirmar que ele conseguiu adquirir o conhecimento necessário para ser um especialista na área.
Para falar sobre a importância do Título de Especialista em Reumatologia, conversamos com o Professor da Medcel, Dr. Jean Souza, sobre o título e o exame para obtê-lo. Se você pretende realizar essa prova, confira a seguir algumas dicas de como se preparar. Bons estudos!
Por que fazer a prova do Título de Especialista em Reumatologia?
Dr. Jean Souza: O Título de Especialista em Reumatologia (TER) me aproximou das sociedades médicas, especialmente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). O título é necessário para a obtenção da associação efetiva e abre portas para aqueles que possuem aspirações científicas e acadêmicas - primordialmente, mas não exclusivamente, dentro da própria SBR. A SBR é muito unida e se preocupa muito com a formação dos seus especialistas, portanto, os seus membros frequentemente são convidados a contribuir como um grande coletivo. O resultado é uma sociedade com uma cara meio “familiar”, muito atuante e com altas taxas de produção científica.
A residência em si não me influenciou na opção por prestar a prova, mas, ao menos no meu programa de residência, todos os residentes tradicionalmente prestam. Entende-se que a obtenção da suficiência fecha um ciclo e ajuda a revisar e organizar todo o conteúdo. Contudo, o mercado de trabalho, de maneira geral, trata o egresso de um bom programa de residência médica de maneira equivalente ao portador do TER.
Quais são os principais desafios nessa jornada?
Dr. Jean Souza: Boa parte dos meus estudos foi baseada em resolução de questões. Ao longo dos dois anos de residência – mais intensamente no segundo ano –, eu e os meus colegas nos reunimos semanalmente para resolver questões por tema. Próximo à prova, eu li integralmente o Rheumatology Secrets (e alguns capítulos do Hochberg), o livro que, até hoje, acho o melhor da nossa área [Secrets]. Contudo, vale lembrar que ele não está na lista de livros indicados pela SBR no Edital de 2021.
Entendo que o grande desafio – e, simultaneamente, o grande segredo – é a organização. Sobra tempo em dois anos para estudar os temas da prova, mesmo que o residente dê plantões fora da residência – desde que ele não tenha o enriquecimento como meta nesse momento da vida (arrisco, inclusive, dizer que, se escolheu ficar rico, escolheu, provavelmente, a especialidade errada!). Se o candidato fizer um cronograma honesto e se engajar nele, o resultado seguramente será positivo.
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Como compreender nos editais o que é importante para a prova?
Dr. Jean Souza: As pessoas tendem a se preocupar muito com o conteúdo programático dos editais. Trata-se de uma lista enorme de temas, que causa até uma taquicardia de olhar. Contudo, para aqueles que fizeram uma boa residência ou um bom curso de especialização, nada mais é do que o dia a dia. As questões tendem a ser abrangentes e cobrar, inclusive, doenças raras, mas o grande volume da prova (cerca de 60%) será composto por colagenoses, doenças degenerativas dos ossos e cartilagens e afecções mecânicas do aparelho locomotor. A grande pergunta que o candidato precisa se fazer é quais foram as doenças que mais viu ao longo da sua formação: são essas que mais cairão na sua prova. Os demais 40% serão, em sua maioria, compostos por noções de farmacologia e imunologia.














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