Olá pessoal, tudo bem?
Sangramento Uterino Anormal (o famoso SUA), assunto queridinho das bancas, é um distúrbio em que um ou mais dos parâmetros do sangramento uterino normal (como nome mesmo diz) está alterado: quantidade, duração e/ou frequência, ou seja, perda menstrual excessiva. Então, no post de hoje, eu trouxe dicas para você ficar superpreparado para as provas (tanto de Residência Médica quanto Revalida). Bora lá!
O que é Sangramento Uterino Anormal (SUA)?
O Sangramento Uterino Anormal (SUA) afeta até 40% de mulheres no mundo e, além disso, assunto mais que recorrente nas provas teóricas e práticas.
Eu tenho certeza você já deve ter feito questões de Ginecologia sobre esse assunto. Alguns conceitos que é bom você ficar antenado é o SUA agudo, episódio de sangramento uterino na mulher em idade reprodutiva, que não está grávida, em quantidade suficiente para que seja necessária uma intervenção para interromper a perda sanguínea; e o SUA crônico, que ocorre a pelo menos 6 meses. Lembrando que a menstruação normal tem uma frequência de 24 a 38 dias, com regularidade de até 9 dias, com duração de até 8 dias e uma quantidade de até 80 mL.
SUA intermenstrual: alguns termos que é bom você lembrar! Anota aí:

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E, aqui, vai a cereja do bolo. Se você ler alguma questão com SUA, faça mentalmente o seguinte esquema:
- 1° — idade da paciente (se está no menacme ou climatério/menopausa). Principal determinante;
- 2° — o famoso PALM-COEIN, que separa em causas estruturais/alterações anatômicas (mais comum em mulheres no climatério/menopausa), mas, se na questão não tiver alterações no exame físico e imagens, é preciso pensar em causas não estruturais (mais comum em pacientes mais jovens, em idade fértil). Se liga só:


Causas do Sangramento Uterino Anormal
No caso das estruturais (mais comuns em mulheres na peri e pós-menopausa) a prevalência dos pólipos endometriais varia de 7,8% a 34%, em mulheres com SUA, acompanhado menorragia e metrorragia.
Em relação a adenomiose, a questão vai abordar, além do SUA, também dor pélvica, e atenção: o diagnóstico definitivo é feito por estudo anatomopatológico do útero. Nos leiomiomas, os sintomas vão variar de acordo com a localização, sendo os submucosos os mais relacionados com o SUA.
Por fim, em relação a malignidade e hiperplasia mais frequentemente em mulheres no período climatério ou menopausa, é preciso pensar em câncer de endométrio.
Já as causas não estruturais relacionadas a coagulopatia em pacientes jovens, temos a doença de von Willebrand, mas você não pode esquecer da hemofilia, disfunções plaquetárias, púrpura trombocitopênica e os distúrbios de coagulação associados a doenças como hepatopatias e leucemia. As causas de ovulação anormal, acabam se concentrando mais na perimenopausa. Em mulheres mais jovens, você deve pensar em disfunções ovulatórias e a questão pode abordar irregularidade menstrual, provavelmente com os termos que citei anteriormente.
Na parte de distúrbios primários do endométrio, frequentemente manifestam-se como alterações de hemostasia endometrial local, decorrente de resposta inflamatória, como, por exemplo, na doença inflamatória pélvica.
Em relação às causas iatrogênicas, você deve se lembrar de agentes farmacológicos que alteram o endométrio, os que interferem nos mecanismos de coagulação do sangue ou que influenciam a ovulação. Já as causas não classificadas, excluindo as anteriores, são mais difíceis de ver em questões e são acometimentos mais raros, como: formações arteriovenosas, hipertrofia miometrial e alterações müllerianas.
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