pancreatite aguda é uma das causas de abdome agudo inflamatório, com um espectro de gravidade bastante variável – pode ser leve, com rápida resolução, até bastante grave e fatal. Os critérios de Ranson, desenvolvidos para pancreatite aguda, possuem critérios de entrada e de 48 horas. Cada item vale 1 ponto.
Qual é a principal causa da pancreatite aguda?
A pancreatite aguda é uma das causas de abdome agudo inflamatório, com um espectro de gravidade bastante variável – pode ser leve, com rápida resolução, até bastante grave e fatal. A principal causa é biliar, quando um cálculo da vesícula geralmente pequeno se desloca pelo colédoco até o duodeno, causando uma inflamação da papila duodenal, ou uma papilite. Essa papilite obstrui parcialmente o ducto pancreático, causando a pancreatite aguda pelo extravasamento das enzimas digestivas no próprio pâncreas.
Como se faz o diagnóstico da pancreatite aguda?
O diagnóstico se faz por meio de clínica compatível, aumento de enzimas pancreáticas e tomografia e, para fechá-lo, é preciso haver 2 dos 3 seguintes:
- Cínica compatível: dor epigástrica de forte intensidade que irradia para o dorso em faixa, associada a muitos vômitos.
- Enzimas pancreáticas: amilase ou lipase acima de 3 a 5 vezes a normalidade. A lipase é mais específica e sobe mais tardiamente que a amilase.
- Tomografia de abdome: mostra inflamação do pâncreas. É utilizada no diagnóstico quando não há clínica ou enzima.
Como se estratifica a gravidade da pancreatite aguda?
Após o diagnóstico, é necessário estratificar a gravidade da pancreatite, e esse tema sofre constantes mudanças na literatura. A tendência hoje é classificar a pancreatite, pelos critérios de Atlanta modificados, em 3 graus (leve, moderada e grave), ou pelos critérios de Petrov, em 4 graus (leve, moderada, grave e crítica). Independentemente da classificação, devemos sempre avaliar a presença de complicações locais e de complicações sistêmicas com insuficiências orgânicas.
Para avaliar as complicações locais, utilizamos a tomografia de abdome e o valor da PCR em 48 horas do início da dor. Quando acima de 150mg/dL, traz um alto risco de necrose do pâncreas. Para avaliar as complicações sistêmicas, vários critérios são utilizados, como SOFA, Marshall, Glasgow e APACHE II, mas o mais conhecido de todos é o critério de Ranson.
Os critérios de Ranson, desenvolvidos para pancreatite aguda, possuem critérios de entrada e de 48 horas. Cada item vale 1 ponto. É considerada pancreatite grave quando há um critério ≥3 pontos. Porém, os critérios de Ranson apresentam alguns defeitos:
- Como existem os critérios de entrada e os de 48 horas, não é possível definir a gravidade antes de 48 horas.
- Uma vez determinada a pontuação, o critério não pode ser repetido, e o paciente fica com a mesma classificação por toda a internação.
- Costumam superestimar a gravidade da pancreatite.
















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