ocê sabe o que é policitemia? Confira aqui!
Policitemia (eritrocitose) – Conceito
Estamos diante de um quadro de policitemia quando observamos aumento do número de hemácias, do nível de hemoglobina (Hb) e do hematócrito (Ht). Em indivíduos após a puberdade, uma hemoglobina >18,5g/dL (homens) ou >16,5g/dL (mulheres) indicam eritrocitose.
Em situações de volume plasmático diminuído, como ocorre na desidratação, pode ser vista uma hemoglobina elevada. Nesses casos, o termo usado para defini-los é hemoconcentração, visto que não existe aumento da massa eritrocitária e a restauração do volume plasmático traz a Hb para níveis adequados.
Muitos autores preferem o termo poliglobulia, reservando o nome policitemia para os casos de policitemia vera.
Do que se trata a policitemia vera?
A policitemia vera é uma desordem mieloproliferativa clonal na qual, além de eritrocitose, costumam estar presentes trombocitose e leucocitose. A policitemia vera é raríssima na infância. A mutação JAK2 está presente em >95% dos casos.
O tratamento é feito com sangrias, para aliviar sintomas de hiperviscosidade e diminuir o risco de tromboses, ou com a hidroxicarbamida (hidroxiureia). Os níveis de eritropoetina são normais ou baixos. Desordens autoimunes como a doença de Crohn aumentam o risco de aparecimento da policitemia vera.
Quadros de policitemia em Pediatria
Uma vez que o diagnóstico de policitemia verdadeira esteja estabelecido, devemos pesquisar a etiologia possível. Em Pediatria, geralmente a policitemia é secundária.
Doenças com hipóxia como cardiopatias congênitas cianóticas ou doença pulmonar crônica levam a policitemia, pois a hipóxia é um grande estímulo à secreção de eritropoetina pelo rim, a qual, por sua vez, aumentará a produção de hemácias. Excepcionalmente hemoglobinas alteradas e com elevada afinidade pelo oxigênio serão um estímulo a policitemia. Nestes casos, a baixa oferta de oxigênio aos tecidos acaba sendo um estímulo à produção de eritropoetina.














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