Sonha em estudar Medicina no exterior? Saiba quais são os melhores países para cursar Medicina e realizar o seu objetivo profissional.
No Brasil, a disputa para entrar na faculdade de Medicina é enorme. Alguns cursos chegam a ter uma média de cem candidatos por vaga, especialmente nas universidades públicas mais renomadas. Além da concorrência e as altas mensalidades, os desafios ao longo da formação têm impulsionado a busca por fazer Medicina no exterior.
Se você tem planos de fazer o seu curso fora do país, a primeira coisa que precisa saber é se vale a pena fazer Medicina no exterior. O ideal é avaliar as possibilidades e conhecer as melhores instituições que oferecem vagas para brasileiros. Em algumas, é possível ingressar até pelas notas do Enem. Acompanhe a leitura e confira outras informações valiosas sobre onde estudar Medicina fora do país.
Por que a faculdade de Medicina é tão cara no Brasil?
As universidades argumentam que manter a estrutura complexa do curso requer maior disponibilidade e manutenção de laboratórios, materiais especiais e professores com formação em especialidades médicas diversas. Além dos hospitais-escola que algumas universidades possuem em seus espaços, a manutenção do corpo docente também onera o orçamento.
Diante desse cenário, as instituições estrangeiras se tornam mais atrativas e acessíveis para os que sonham em fazer Medicina. A possibilidade de fazer Medicina no exterior, validar o diploma e exercer a profissão no Brasil faz com que esse projeto seja ainda mais possível — e, claro, muito mais interessante.
Quais os melhores 5 países para fazer Medicina no exterior?
Perto ou longe, diversos países representam opções de qualidade para estudar Medicina no exterior. Conheça!
1. Argentina
Nada melhor do que começar essa lista com nossos vizinhos. O primeiro deles é a Argentina, destino de muitos brasileiros que buscam formação em Medicina fora do país. Por lá, a Universidad de Buenos Aires (UBA), localizada na capital, é considerada uma das melhores instituições de ensino da América Latina.
Outra ótima alternativa é a Universidad Nacional de Rosario (UNR), que tem destaque no ensino na área de Saúde e nas pesquisas em doenças crônicas. Muitos alunos brasileiros, e de outros países da América Latina, optam pelo curso de Medicina dessa instituição.
Para ter acesso aos cursos oferecidos nas universidades argentinas não é preciso fazer vestibular ou qualquer outro tipo de prova. Esse é um fato que atrai muito a atenção de brasileiros, já que torna o acesso ao curso de Medicina mais fácil.
Para se inscrever no curso, no entanto, é necessário validar o diploma do ensino médio na Argentina. É preciso, ainda, fazer um curso de nivelamento básico sobre o sistema de saúde, que tem duração de um a três meses. O conhecimento de espanhol também é essencial para acompanhar as aulas.
As universidades públicas, como a UBA e a UNR, são gratuitas. Já as universidades particulares oferecem cursos de qualidade com mensalidades mais acessíveis. Os custos mensais e outras informações você pode verificar nos sites das instituições, podendo variar entre R$ 700 e R$ 1.400.
2. Paraguai
Ainda pela nossa vizinhança, o Paraguai é outro país que tem recebido muitos brasileiros. Assim como na Argentina, as universidades do país não aplicam prova de seleção. Além disso, os baixos custos de vida tornam a experiência ainda mais acessível.
Por conta da proximidade com a fronteira do Brasil, também é possível estudar nas instituições do país vizinho e viver em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Mas, antes de escolher a melhor faculdade, uma dica: pesquise por instituições que funcionam com permissão do Ministério da Educação do Paraguai. Esse passo é essencial para evitar problemas com faculdades que funcionam sem a autorização do órgão.
3. Portugal
Seguindo para o Velho Continente, chegamos a Portugal. E, antes que se assuste com a possibilidade de ser um lugar caro, saiba que o país tem um dos menores custos de vida da Europa.
Portugal tem algumas das melhores e mais tradicionais universidades europeias: destaque para Universidade de Lisboa, Universidade de Coimbra e Universidade do Porto. Mesmo que todas essas sejam públicas, ao contrário do que é feito no Brasil, é cobrada uma mensalidade (ou propina, como é chamada no país).
Essa taxa tem valor mais baixo do que o praticado em instituições particulares. Algumas delas também oferecem valores especiais para alunos provenientes de outros países de língua portuguesa, como o Brasil.
A maioria dessas instituições aceita a nota do Enem, desde que feito nos últimos três anos. Essa é uma vantagem a mais para quem almeja estudar Medicina no exterior.
Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP)
O curso de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) tem a duração de seis anos letivos, assim como os cursos de Medicina na maioria das universidades europeias. Durante esses seis anos, os estudantes passam por uma formação, que inclui tanto conhecimentos teóricos quanto práticos.
Na FMUP, a estrutura curricular do curso é projetada para fornecer uma base sólida nas ciências básicas nos primeiros anos. A FMUP enfatiza a integração precoce dos estudantes em ambientes clínicos, por meio de estágios em hospitais e centros de saúde.
Ao longo dos seis anos os estudantes têm a oportunidade de adquirir conhecimentos essenciais. O foco é desenvolver habilidades clínicas e competências profissionais necessárias para se tornarem médicos qualificados e competentes.
Requisitos de admissão
O processo seletivo geralmente inclui uma prova de ingresso específica, com conteúdos básicos de Biologia e Química e uma entrevista. Além disso, é necessário cumprir com os requisitos administrativos e de visto para estudantes estrangeiros, como os brasileiros.
Faculdade de Medicina de Lisboa
Outra instituição de renome e que atrai bastantes estrangeiros é a Universidade de Lisboa. O curso de Medicina na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) tem a duração de seis anos letivos.
A estrutura curricular da FMUL é projetada para proporcionar uma boa formação clínica desde os primeiros anos. Os conteúdos teóricos são integrados entre a prática clínica, de modo que o estudante adquira experiência para cursar o internato nas fases finais da graduação médica.
Requisitos de admissão
O acesso à FMUL têm diferentes critérios: os estudantes portugueses e estrangeiros devem realizar provas de ingresso específicas, que podem incluir disciplinas como Biologia e Química.
O número de provas, os conteúdos, o formato do exame e as disciplinas exigidas podem variar. Por isso é importante verificar as especificações no site da FMUL ou no site nacional de acesso ao ensino superior de Portugal (DGES).
Para estudantes estrangeiros, convém verificar os requisitos específicos de admissão, tais como a equivalência do ensino secundário ao ensino português. Igualmente relevante é observar os procedimentos necessários para obtenção de visto de estudante.
4. México
O México é um país rico em cultura, história e tradições. Estudar Medicina lá oferece a oportunidade de mergulhar em uma nova cultura, treinar espanhol e interagir com uma população diversificada. Isso pode enriquecer, significativamente, a experiência educacional e pessoal durante a faculdade.
Uma vantagem de estudar Medicina no México é a abundância de oportunidades de experiência clínica. Os estudantes têm a chance de trabalhar em hospitais locais e centros de saúde desde cedo. Isso é importante pela aquisição de experiência prática valiosa da interação com os pacientes.
De acordo com o QS University Ranking 2024, no topo do ranking das melhores universidades da América Central está o Tecnológico de Monterrey, ocupando também a quarta posição da América Latina. Essa universidade privada é uma das mais renomadas do México, onde se formou o Dr. Cadu Carlomagno, docente Afya-Medcel.














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