abordagem das anemias talvez deva ser considerada a principal função do clínico dentro do mundo da hematologia. Para se ter uma ideia da importância do tema, em 2013, dentre as 1.93 bilhões de pessoas anêmicas (27% da população mundial), a deficiência de ferro foi relatada como a principal etiologia.
Em linha com esse dado, a Organização Mundial de Saúde (OMS), em documento expedido em 2011, estima que as populações mais sensíveis ao desenvolvimento de anemia, sendo a carencial a etiologia mais comum, são crianças e mulheres gestantes e não-gestantes, correspondendo respectivamente a 42%, 38% e 29%.
Não se pode esquecer, no entanto, que as anemias possuem etiologias múltiplas e que a simples prova terapêutica com componentes férricos/ferrosos não deve ser encorajada, uma vez que pode atrasar o diagnóstico de causas mais graves e que necessitem de abordagem imediata.
Tipos de anemia
Definimos como tendo anemia o paciente que possui níveis baixos de hemoglobina no hemograma, habitualmente níveis menores que 2 desvios-padrão da média.
As anemias podem ser divididas em alguns grupos que auxiliam no diagnóstico diferencial: as hipoproliferativas (redução da produção medular) e as hiperproliferativas (destruição periférica). São os reticulócitos então que nos auxiliarão logo no início desse processo investigativo.
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