m dos temas que mais estiveram em evidência no último ano foram os problemas relacionados à saúde mental. Com a chegada da pandemia por Covid-19, houve um aumento considerável de quadros como o de ansiedade e depressão em nossa sociedade, o que contribuiu para que esta temática tivesse mais visibilidade. O assunto por muitos anos foi tratado como tabu. A saúde mental foi - e ainda é - muito negligenciada.
Quantas vezes você já não ouviu falar que sintomas de tristeza não passavam de frescura? Ou então devemos dar conta de uma carga alta de demandas, e que o cansaço e estresse não passam de preguiça? São frases pesadas, mas que refletem a forma com que as pessoas por muito tempo encararam os sintomas emocionais que refletem, inclusive, no nosso físico, e podem trazer danos sérios a nossa saúde como um todo.
Pensando nisso, trouxemos o assunto à tona para falar, mais especificamente, sobre a saúde mental dos médicos que sonham com a Revalidação do Diploma no Brasil e como a ajuda de um Orientador de Estudos pode ser fundamental neste processo.
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A saúde mental no contexto médico
É sabido que a Medicina é uma das carreiras com maior desgaste emocional existente. A pressão começa desde a preparação para o vestibular, com uma concorrência expressiva e provas que demandam um excelente nível de preparo dos estudantes, contribuindo para já iniciarem a caminhada acadêmica expostos a um alto grau de estresse.
Ao longo da graduação a pressão sobre os estudantes aumenta. A carga horária intensa, matérias densas, atividades complementares, internato, incertezas do futuro e a preparação para a Residência Médica ou a Revalidação dão sequência ao acúmulo de demandas exaustivas.
Após formado, desafios mais complexos entram na rotina do médico. Lidar com plantões, a vida dos pacientes sob sua responsabilidade, a exposição a doenças contagiosas e de risco, privação de sono, a conciliação entre trabalho e estudos e a sensação de solidão, são parte da rotina.
A saúde mental dos estudantes em números
O estudo “Global Student Survey”, realizado entre outubro e novembro de 2020 pela Chegg.org, entrevistou 16,8 mil estudantes em 21 países, e trouxe dados alarmantes relacionados à saúde mental dos estudantes. De acordo com o estudo, 76% dos brasileiros entrevistados relataram que tiveram sua saúde mental afetada durante a pandemia.
O resultado foi o maior dentre os países entrevistados. Os dados são realmente preocupantes, já que apenas 21% dos entrevistados informaram que buscaram ajuda, e 17% declararam ter pensamentos suicidas.
Quais os problemas mais comuns?
Fatores pessoais e institucionais são responsáveis por afetar a vida de quem está inserido na área médica. Desde a competitividade entre colegas, jornadas de trabalho com escalas de horário exaustivas, privação de sono para dar conta da demanda acadêmica e dificuldades financeiras têm contribuído para o aumento de problemas psicológicos, como por exemplo as crises de ansiedade, a depressão ou a síndrome de burnout.
E médicos que precisam passar pelo Revalida?
E em se tratando de estresse dos estudantes de Medicina, nossos olhares precisam estar ainda mais atentos aos brasileiros que escolheram estudar fora do País. A grande maioria dos médicos brasileiros formados no exterior desejam voltar para o país para trabalhar, e para tanto precisam revalidar o seu diploma. Porém, é necessário passar pelo programa de Revalidação do Diploma.
A prova, que habitualmente conta com duas etapas, possui um grau elevado de dificuldade e exige uma dedicação extra para que se consiga obter êxito. A porcentagem de aprovação no Revalida é baixa, o que contribui com o aumento dos casos de ansiedade e depressão dos médicos durante o preparo para a prova. De acordo com um levantamento realizado entre os anos de 2011 a 2017, a taxa média de aprovação ficou em 18,4%.
Ainda, a insegurança também é um fator muito presente na vida desses médicos, posto que a realização da prova do Revalida ainda é instável no Brasil. Apesar de terem sido retomadas em 2020, o último certame havia sido somente em 2017, ou seja, não havia garantia de que o médico conseguiria voltar para o Brasil.
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